• Ana Clara Magalhães

A corrida da vacina para a COVID-19

Isolamento social. Home office. Problemas na saúde mental. Essas são algumas consequências da pandemia atual causada pelo novo corona vírus. Desde março, o Brasil e o mundo enfrentam uma nova realidade na qual está provocando diversas mudanças em todos os setores da sociedade. Uma das mudanças mais significativas e benéficas é a união de esforços para a produção de uma nova vacina para deter o novo corona vírus.


Anteriormente, o maior record de tempo necessário para a produção de uma vacina era de 4 anos, de 1963 a 1967, onde a vacina contra a caxumba foi produzida. Entretanto, atualmente, novas vacinas já estão em fase de teste com apenas 8 meses de pandemia. Tal desenvolvimento, em tão pouco tempo, se assemelha ao período da Guerra Fria, na qual o mundo, dividido em vertentes socialistas e capitalistas, empenhavam esforços para lançar o primeiro homem à lua. Dessa vez, a corrida é em direção às vacinas contra o covid-19 e o isolamento social que vem com ele. Nessa corrida, os países que tomam a dianteira são: Rússia, Reino Unido e China.


A Rússia vem chamando a atenção com a Sputinik V, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Gamaleya, Moscou. O país divulga que o primeiro lote tem previsão para setembro, o que atraiu os olhares de cientistas e países que estão enfrentando uma grande crise devido ao aumento de casos. Consta-se que mais de vinte países já encomendaram cerca de um milhão de unidades da vacina. Todavia, os cientistas alertam para o fator de risco da rapidez com quem a vacina foi produzida.


Normalmente, uma vacina demora a ser produzida pois requer uma série de etapas para que sua implementação seja segura e eficaz. Inicialmente, é feita uma série de pesquisas para descobrir informações sobre o vírus em questão. Depois, são feitos os testes in vitro com aplicações em animais. O terceiro passo é constituído pelos testes em pessoas, no qual é testada a segurança e a resposta imune em seres humanos, para que finalmente possa ser regulamentada e produzida em massa para a população.


De volta para a corrida, encontramos no páreo o Reino Unido. O país já está na terceira e última fase de testes, verificando-se que a vacina é segura e eficaz contra a COVID 19, apresentando efeitos colaterais leves como fadiga, dor muscular, febre e dor de cabeça. O estudo está sendo desenvolvido pela faculdade de Oxford e coordenado pela UNIFESP no Brasil.


No pódio também está a China, que também se encontra na terceira fase do processo de testes. A Coronavac, desenvolvida no Laboratório Sinovac-Biotech mostrou-se segura e será testada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan. O governador de São Paulo mostrou-se otimista quanto à data de sua disponibilidade, prevendo-a para junho de 2021.


Para encerrar, também há desenvolvimento da vacina no território nacional. A Universidade de São Paulo mostrou-se empenhada para a produção de vacinas rápidas e eficazes. Em forma de spray nasal, a vacina desenvolvida por brasileiros mostrou-se promissora até a fase dois do processo de testes e tem previsão para ser lançada em 2021!

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