• Alícia Conceição Santos

Participação de pessoas negras em cargos de liderança



Um experimento envolvendo Governo do Paraná, em parceria com a Assessoria Especial da Juventude e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, mostrou recentemente a forte presença do racismo institucional nas nossas concepções de sociedade. Na ocasião, foram mostradas a um grupo de entrevistados, imagens de pessoas brancas realizando atividades rotineiras do dia a dia, enquanto outro grupo observava imagens idênticas, entretanto, com pessoas negras realizando as mesmas atividades. Foi requerida a interpretação dos entrevistados e as diferenças em relação aos dois grupos foram exorbitantes.


Em um caso por exemplo, uma imagem de um homem branco vestindo trajes sociais, levou os entrevistados a conceberem que este modelo da foto se tratava de um empresário ou advogado. Em contraponto, quando foi apresentada a foto de um homem negro vestindo exatamente os mesmos trajes, os entrevistados afirmaram que, provavelmente, esse homem seria um segurança ou motorista.


Esse teste serve muito bem para ilustrar quão natural tornaram-se nossas concepções racistas, baseadas numa cultura concebida sobre uma classificação de etnias onde o “rico” ou “senhor” era um homem branco, e enquanto o negro era uma mercadoria ou um servo (na melhor das hipóteses). Trazendo essa situação para nossa atualidade, notamos que ainda existem resquícios desse passado, que impedem a normalização de pessoas negras em cargos e posições sociais superiores. Segundo o Instituto Ethos, numa pesquisa realizada com as 500 empresas de maior faturamento no Brasil, o número de negros aprendizes ou trainees corresponde a cerca de 58% nessas instituições, já no quadro executivo, esse número cai para 4,7%.


Esses dados nos fazem questionar o porquê dessa situação, e muitas respostas podem ser dadas para essa indagação: a falta de referências na carreira, a falta de oportunidades, o pouco acesso às exigências necessárias para ocupar a vaga, o próprio preconceito de achar que a cor da pele impacta diretamente na capacidade do indivíduo. Como podemos ver, são muitas as explicações para esse fenômeno e poderíamos falar delas por um longo tempo, mas podemos tomar algumas decisões para amenizar essas circunstâncias racistas no cotidiano das nossas organizações.


Além das cotas para pessoas negras adentrarem o mercado de trabalho e minimizarem as diferenças nas organizações, podemos também nos atentar a pequenos detalhes do nosso cotidiano; como não supor pejorativamente o cargo ou capacidade de alguém pela cor da pele; ou, ainda, não tratar um negro ou negra de maneira “especial”, pois não é esse o objetivo, mas tratá-lo de forma igualitária e fazê-lo se sentir parte da organização ou grupo; além de conhecer mais sobre o assunto e discuti-lo sempre que propício.


Essas são algumas poucas medidas que podemos tomar para diminuir o racismo institucional em nossas organizações e promover a presença de cada vez mais negros e negras em cargos de liderança, até que chegue ao ponto de não precisarmos mais discutir sobre essas discrepâncias que tanto minimizam os horizontes de nossas instituições, e, consequentemente, de nossa sociedade.


Quer saber mais sobre o assunto? A EPPEN JR pode te ajudar! Você pode entrar em contato conosco clicando aqui. Ah! Não se esqueça de nos seguir em nossas redes sociais para estar sempre atualizado sobre esse e muitos outros assuntos.


Quer saber mais sobre a gente?

Confira agora nosso artigo "O que é uma Empresa Júnior?"

e nos acompanhe nas redes!

EPPEN JR Consultoria

UNIFESP Osasco

21 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo