• Bruna Sakamoto

Supermercado Carrefour e a morte de João Alberto em Porto Alegre



Na última quinta-feira (19 de novembro), véspera do Dia da Consciência Negra, houve um crime na unidade Carrefour de Porto Alegre, onde o cliente João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro de 40 anos, foi morto por dois seguranças brancos, sendo eles Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva. Os dois seguranças foram contratados por uma empresa terceirizada e não é a primeira vez em que o supermercado se envolve com escândalos. As câmeras de segurança registraram todos os momentos, desde a entrada do cliente com sua esposa ao supermercado até a hora de sua morte.


A 17ª Marcha da Consciência Negra em São Paulo, que nesta sexta-feira (20) pediu justiça pela morte de João Alberto em Porto Alegre, terminou em quebra-quebra e invasão em uma unidade do Carrefour da rua Pamplona no bairro dos Jardins, Zona Sul da capital paulista, onde tiveram vidros quebrados, produtos retirados das prateleiras e fogo ateado em caixas de papelão. Outras capitais brasileiras, como Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte também tiveram protestos em lojas do Carrefour e em Porto Alegre, houve uma manifestação que gerou uma tentativa de invasão.


Nesta segunda-feira (23) a loja reabriu às 8h e a população segue indignada. O crime está sendo investigado e os seguranças já foram presos. Enquanto a injúria racial consiste em ofender a honra de alguém referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, o crime de racismo atinge diretamente um grupo ou coletividade.


Esse ocorrido é um reflexo de uma sociedade racista (racismo estrutural) que ainda tem muito o que evoluir, vemos casos como esse se repercutirem cada vez mais nas mídias e apesar do choque e do grito por justiça a situação parece não mudar. João Alberto, assim como George Floyd nos EUA, ambos assassinados neste ano em situações muito parecidas, pedindo por socorro ao ficar sem conseguir respirar.


A quarentena permitiu que houvesse um questionamento e um cuidado maior com a divisão de grupos que a sociedade impôs. Logo, mulheres, grupo LGBTQ+ e negros começaram a ganhar voz e apoio, alertando a população sobre as injúrias que sofrem e como a união é importante para defender as causas.


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UNIFESP Osasco

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